SDs da Coelha

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O que é Mangá?

em 29/03/2010

Mangá, ao pé da letra, significa “Desenho Irresponsável”, mas de irresponsável não tem nada. Para se ter um mangá digno de elogios (que não sejam da sua mãe), é preciso saber que não se trata apenas do traço, dos olhos grandes (que acredite se quiser, não são obrigatórios), os braços e pernas gigantes e os cabelos espetados.
O mangá é um universo de teorias e maneiras de se expressar amplas demais para expor em um post, mas vou tentar fazer um resumão com base nos meus estudos sobre como o mangaka pensa o mundo. Osamu Tezuka, contemporâneo de Walter Elias Disney e Maurício de Souza, foi o primeiro a jogar o mangá no mundo, lançando trabalhos como Astro Boy e até Kimba – o Leão Branco (engraçado né? Esse é de 1950, enquanto nosso querido Simba foi exibido por Rafiki ao reino de Mufasa em 1994).

Em teoria, o mangá não só é um traço, mas  uma narrativa, uma maneira de interpretar um fato (isolado ou uma situação universal) e um pouco (ou muito) da história japonesa. Assim como nosso samba e carnaval, o mangá mostra muito bem boa parte da cultura japonesa.

Saiba que o mangá é de autoria japonesa. Qualquer obra com mera semelhança ao mangá produzida na Coréia, se chama Manhwa e na China, Manhua, e os três seguem critérios diferentes.

Tipos de mangá:
Basicamente, podemos dividir em:
Shounen (para meninos – aventura, ação, suspense, etc sempre com alguma pitada de humor e alguma mensagem ou moral da história)
Shoujo (para meninas – romance, drama, assuntos femininos corriqueiros, etc, também com humor, mas nem sempre uma mensagem. Substitui novelas, na maioria da vezes)
Hentai (erótico heterossexual – o hentai homossexual masculino é o Yaoi e o feminino é o Yuri)
Geikiga (ou Genkiga) (adulto – político, de protesto, religioso, etc)
E é bom ressaltar que um mangá não precisa ser exatamente um shounen, um shoujo, um hentai, ou um geikigá. Os melhores mangás sabem fazer uma mistura desses tipos, mas claro, dando ênfase em um expecífico para que o mangá não fique tão híbrido. Bons exemplos dessa mistura são Rurouni Kenshin (é, eu idolatro esse mangá) e Inuyasha. Os dois são basicamente shounen, mas tem seu momento de romance – marcando o shoujo – seu momento erótico (quase invisível no RK) – discreto, mas marcando o hentai – e o momento de discussão ética, política ou religiosa (muito presente nos dois) – marcando o geikiga.

Qualquer divergência com o que eu disse, por favor, realce para mim, assim posso pesquisar mais à respeito.
Dúvidas?

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